18 Agosto, 2018

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Balardin acusa Ghignatti de descumprir Lei Orçamentária 2011 ao cancelar a Vigília

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Balardin acusa Ghignatti de descumprir Lei Orçamentária 2011 ao cancelar a Vigília

Na sessão ordinária de ontem (20), o vereador Leandro Balardin utilizou o pequeno expediente para dar atenção especial à causa defendida pelo movimento comunitário intitulado Não Deixe Morrer a Vigília, cujos representantes vieram à Câmara pedir o auxílio dos vereadores para tentar evitar que o prefeito novamente cancele a realização do festival neste ano. Utilizando a tribuna popular, o músico Cleninho Bibiano executou ao violão e voz uma composição em defesa do festival, e o jornalista e também compositor Cleiton Santos leu um comovente manifesto elaborado em nome do Núcleo de Compositores de Cachoeira do Sul.

O parlamentar tucano fez sua parte destacando a importância do evento que, com anos de história, conquistou reconhecimento nacional por valorizar a autêntica tradição gaúcha, e criticou duramente a decisão de Ghignatti. "Manifesto aqui meu total repúdio ao cancelamento da Vigília. Este evento é um legado da nossa cultura, por isso estou lado a lado nesta luta com o Núcleo de Compositores de Cachoeira do Sul, com os CTG's e com todos aqueles que amam a cultura tradicionalista", declarou Balardin, qualificando de tirana a decisão do atual prefeito.

Balardin chamou a atenção sobre o não cumprimento da Lei do Orçamento, que neste ano possui uma rubrica no valor de R$ 144 mil para cobrir as despesas do festival. "Ghignatti está cometendo um ato de improbidade administrativa, pois está deixando de cumprir a Lei do Orçamento. Se ele diz que não há recursos, então que tivesse encaminhado um pedido de suplementação", conclui Balardin.

FUNDO - Outro aspecto levantado pelo vereador diz respeito à falta de interesse e de planejamento pelo Executivo. Ele alegou que Ghignatti poderia ter Regulamentado e utilizado a Lei Municipal de Incentivo à Cultura, ou criado um Fundo Municipal da Cultura. "Ao invés de fazer um projeto ele vem com esta desculpa esfarrapada de que já tinha dado R$ 5 mil para a Cavalgada e que as premiações da Vigília acabariam contemplando músicos de fora da cidade. Este argumento demonstra a total falta de capacidade e de sensibilidade por parte do chefe do Executivo", avalia o vereador, acusando o prefeito de querer sepultar a cultura cachoeirense.